Muito triste isso. Mas eu recomendo fortemente.
Segunda-feira, 26 de Maio de 2008
Escravidão Contemporânea no Brasil
Escravidão Contemporânea
Entrevista com o sociólogo Kevin Bales sobre escravidão contemporânea.
Domingo, 25 de Maio de 2008
Sábado, 24 de Maio de 2008
O sopro da sacanagem
Os mais velhos não têm como não se lembrar do tempo em que bíblias eram vendidas nas bancas de revista. Não as sagradas, mas as profanas. Já se esqueceram? Falo das revistinhas de sacanagem - catecisimo pros paulistas - o kama sutra tabajara dos 50 e 60.
Desenho tosco, direto, nenhuma sofisticação no traço. Nada de sfumatos nos corpos voluptuosos de mulheres que transavam com o primo, o cunhado, o assaltante, o verdureiro (não havia pizza delivery, ainda), o leiteiro, o vizinho, enfim, com quem jogasse um plá (!).
Carlos Zéfiro, autor das revistinhas, é pseudônimo de um funcionário público carioca. Alcides Caminha, seu nome de batismo, só se tornou público numa entrevista concedida ao Juca Kfouri, para a Playboy. Sambistas e sambólogos hão de registrar: "Mas esse é o parceiro do Nelson Cavaquinho em Notícia e A flor e o espinho!" É o próprio. Um poeta que só completou o 2º grau aos 58 anos.
"Tire o seu sorriso do caminho / Que eu quero passar com a minha dor / Hoje, pra você eu sou espinho / Espinho não machuca a flor"
"Já sei a notícia que vens me trazer / Os seus olhos só faltam dizer / O melhor é eu me convencer / Guardei até onde eu pude guardar / O cigarro deixado em meu quarto / É da marca que fumas / Confessa a verdade, não deves negar"
Ok, Alcides, por excesso de sisudez, não é nome que combine com sacanagem. E a lei 7967 impunha exoneração ao servidor público que se envolvesse em escândalo. Por isto, pseudônimo - nick pros novatos. Mas por que Zéfiro? Jamais percebi a pegadinha. Ok, este é o nome do vento do poente, que emprenhava éguas na Lusitânia, o primeiro território europeu que atingia. Mas e as mulheres voluptuosas?
Só matei a charada, nos Ufizzi, em Florença, diante do Nascimento da Vênus, de Botticelli. Zéfiro é um daqueles dois ventos entrelaçados - o outro é a Aura, vindo do nascente -, que sopram pra manter a lânguida donzela flutuando em sua concha. É isso! Soprando, Alcides deu vida às primeiras mulheres de nossas vidas. Criou fantasias que o tempo não apaga.
Tive que ir longe pra voltar ao passado, às bancas de revista da Beagá pudica e, ao mesmo tempo, putana da minha adolescência.
Jorge Santana, 55, sociólogo, cruzeirense, blogueiro e belo-horizontino.
Inflação (IPCA)
Sexta-feira, 23 de Maio de 2008
Eu uso óculos!
Ainda bem! Maravilha! Pelo menos a estátua não será mais assaltada.
Segunda-feira, 19 de Maio de 2008
Kinder Jazz Festival
Domingo, 18 de Maio de 2008
Empresa Aérea Estatal (EAE)
Sábado, 17 de Maio de 2008
Aprender é para sempre
Já percorri muitos cursos e professores de inglês em BH. Muitos amigos também já fizeram o mesmo e comungam comigo da mesma opinião. A Mônica é a melhor. Além de ter talento raro para ensinar, ela o faz sorrindo. Fui aluno da Mônica pela primeira vez em 1997 e a mãe dela era minha colega de sala.
Abaixo ela conta um pouco de sua experiência com ensino de inglês. Acredito que o texto dela serve para qualquer processo de aprendizado, inclusive o da vida.
Aprender é para sempre - Mônica Veado
Provavelmente a pergunta que eu mais tenho que responder no começo de qualquer curso é “em quanto tempo eu vou conseguir aprender inglês?”. Esta é uma pergunta bastante curiosa, porque parte do pressuposto que aprender tem um começo e um fim. Que, um belo dia, vai ser possível afirmar “Pronto, agora eu sei inglês.”.
O problema é que aprender não tem começo nem fim. Além de você dominar as estruturas básicas, os fundamentos da pronúncia e ter um vocabulário legal, ainda existe um universo que também precisa e merece ser explorado. Existem as sutilezas inerentes a toda língua, as expressões idiomáticas, o aprimoramento da pronúncia, as questões de registro, os detalhes de uso de vocabulário, as questões de pragmática, a proficiência para escrever e não apenas falar, e por aí vai.
E não se iluda com aquela história de “ah, eu só quero poder me virar.”. Isso até pode ser verdade no princípio, quando a vontade de comunicar é maior do que a preocupação com a sofisticação da sua maneira de se expressar. Aos poucos, no entanto, a gente não se contenta mais com o ‘inglês de Tarzan’ e quer mais, quer se sentir confortável na língua, poder discutir assuntos diferentes, emitir opinião, expressar idéias e conceitos abstratos.
Aprender é para sempre e é isso que torna tudo muito mais interessante. As descobertas não acabam, novos desafios vão surgindo, novas perguntas aparecem, e com elas a busca por novas respotas. É isso que nos move. Por isso é que, quando alguém me pergunta quanto tempo ele vai levar para aprender inglês, eu pergunto: depende, quanto tempo você está pensando em viver?
Mônica
Project Platypus
HOMO BRASILIS - Genética comprova tese de Gilberto Freyre
Quinta-feira, 15 de Maio de 2008
Cor da pele no Brasil
Em contrapartida, outros estudos sugerem que a distinção de um indivíduo por conta de sua cor da pele não é relevante para determinar os seus ancetrais, para o caso brasileiro.
"Our data suggest that in Brazil, at an individual level, color, as determined by physical evaluation, is a poor predictor of genomic African ancestry, estimated by molecular markers.
Let us take as an example, the historically common Brazilian mating of a white European male with a black African slave woman: the children with more physical African features would be considered black, whereas those with more European features would be considered white, even though they would have exactly the same proportion of African and European alleles. In the next generation, the lightskinned individuals would assortatively tend to marry other whites and conversely the darker individuals would marry blacks. The long-term tendency would then be for this pattern to produce a white group and a black group, which would, nonetheless, have a similar proportion of African ancestry."
Parra, F. C., Amado, C. R., Lambertucci, J.R., Rocha, J., Antunes, C.M., Pena, S.D.J. (2002) “Color and Genomic Ancestry in Brazilians” Proceedings of the National Academy of the United States of America, 100: 177-182.
Desigualdade de Renda no Brasil
População:
51,4% de brancos, 42,1% de pardos, 5,9% de pretos, 0,4% de amarelos e 0,2%de indígenas.
Por sexo: 51,3% de mulheres e 48,7% de homens.
Educação:
População negra (soma das populações preta e parda): 46,8% com mais de 60 anos é analfabeta.
População branca: 21,9% para a mesma faixa etária.
Crianças negras de 10 a 14 anos: 5,5% de analfabetos.
Brancos: estudam em média, 1,9 ano a mais do que os negros.
Mercado de trabalho:
Renda média de homens em 2004: R$ 692 mensais.
Renda média de mulheres em 2004: R$ 440,50.
Renda média de brancos em 2004: R$ 760,90.
Renda média de negros em 2004: R$ 385,90.
Número de famílias chefiadas por mulheres em 1993: 21,7%.
Número de famílias chefiadas por mulheres em 2004: 28,9%.
Carteira assinada: 9,2% das mulheres negras que trabalham como empregadas domésticas no Norte e no Nordeste têm carteira assinada.
População branca abaixo da linha da pobreza: 19,5%.
População negra abaixo da linha da pobreza: 41,7%.
1% mais rico da população: 11,3% de negros.
10% mais pobres: 71% de negros.
Domingo, 11 de Maio de 2008
Campeonato Brasileiro de Futebol - 2008
Começou o Campeonato Brasileiro de Futebol - 2008.
Que o Cruzeiro ganhe suas partidas e as outras terminem empatadas.
Sábado, 10 de Maio de 2008
Joaquim Nabuco
“32, Governor Gardens, S.W February 14th, 1881
Dear Sir:
Joaquim Nabuco”
Nabuco, Joaquim, Carta aos Abolicionistas Ingleses, Recife, Massangana, 1985. p.47
Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
Total: 1.719.200
Entre o século XVI e o final do século XIX estima-se que 4.430.900 de pessoas foram trazidas da África ao Brasil na condição de escravo. - Graden, Dale Torston, From Slavery to Freedom in Brazil: Bahia, 1835-1900, University of New Mexico Press, 2006.
De acordo com o IPEA, o tráfico negreiro entre 1800-1855 foi de 1.719.200 pessoas.
Abolition
Abolition – Mestre Toni Vargas
Lady Isabel what is this story
Of having accomplished the abolition (of slavery)
Of being a good princess
Who liberated the slaves
I am tired of the talk
I am tired of the illusion
The abolition was accomplished with the blood
That flooded this country
That the black man transformed into a fight
Tired of being unhappy
Abolition was done much earlier
And it is still being done
With the reality of the slums
Not with the lie of the school
Isabel the time has come
To quit this evil
And to teach our children
How much freedom costs
Hail Zumbi, our warrior
Who became a hero in Palmares
Hail the culture of these people
The true freedom
That ruled the Quilombos
That played Capoeira
Hail Zumbi
Hail Quilombo dos Palmares




